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Recipiente de cabaça
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Metadados
Número do item
88.8.37
Tripticos
Nome do item
Recipiente de cabaça
Nome do item de acordo com o dicionário
Coletor
Modo de aquisição
Data de aquisição
30/09/1988
Ano de aquisição do objeto
Data de confecção do item
1988
Descrição
Recipiente de cabaça apresentando um grande corte na parte inferior
Dimensões
31,4 cm de comprimento; 18,0 cm de largura; 13,5 cm de altura
Função
Utensílio para guardar os brincos de madeira e o furador de orelha de osso de onça parda, sendo o conjunto utilizado no ritual de furação de orelha
Descritor temático
Número de peças
01 (conjunto composto de 27 peças)
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Localização geográfica específica
Posto de Missão Salesiana, Reserva Indígena de Sangradouro - Aldeia Dom Bosco
Pais de origem
Referência bibliográfica
MONTEIRO, Maria Elizabeth Brêa; BRASIL, Maria Irene. Listagem dos nomes dos Povos indígenas no Brasil. Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio, 1998.
MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
Disponibilidade do objeto
Observação sobre o item
O objeto faz parte de um conjunto utilizado no ritual de furação de orelha, onde a pessoa que fura as mesmas, dança com a cabaça na mão. Os adolescentes ficam sentados na frente de suas casas esperando o "furador" sair do mato ou do rio avisando que está chegando a hora da furação, que será a última fase da "wapté" (adolescente) para "heroiwa", mas que não são ainda "reteiwa"(adulto). O ritual acontece quando o menino completa 17 anos. Quem corta os brincos na várzea são as crianças ("airepudu")