-
Cetro
- Voltar
Metadados
Número do item
6617
Categoria
Nome do item
Cetro
Nome do item de acordo com o dicionário
Coletor
Modo de aquisição
Data de aquisição
09/1955
Ano de aquisição do objeto
Data de confecção do item
1949
Nome étnico do item
"kurusú"
Descrição
Cetro confeccionado com uma base de madeira de Pau-santo, em forma de cruz, na qual a fixação da haste transversal é feita com auxílio de uma cavilha de madeira
Dimensões
53,5 cm de comprimento; 17,0 cm de largura
Função
Objeto de uso ritual utilizados pelos pajés ou seus auxiliares durantes as rezas
Matéria-prima
Descritor temático
Número de peças
1
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Localização geográfica específica
Peça coletada no Posto Indígena de Fronteira Benjamim Constant, município de Nhu-Verá, 5 Inspetoria Regional - I.R.5 ;
Pais de origem
Referência bibliográfica
MONTEIRO, Maria Elizabeth Brêa; BRASIL, Maria Irene. Listagem dos nomes dos Povos indígenas no Brasil. Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio, 1998.
MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
Disponibilidade do objeto
Qualificação
As informações e modificações relacionadas a esta peça foi obtida em fevereiro de 2015 com a realização da Oficina de Qualificação com índios da etnia Guarani Kaiowá, integrantes do Projeto de Sonoridades, vinculados ao Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, em parceria com a UNESCO. Participaram da atividade dois rezadores de aldeias distintas, Valério Vera Gonçalves, da Aldeia Panambi, em Douradinho/MS e Atanásio Teixeira, da Aldeia Limão Verde, em Amambai/ MS, além dos pesquisadores Izaque João e Spency Pimentel. Já da equipe do Museu, estiveram presente a chefe do Serviço de Conservação, Maria José N. Sardella e as museólogas, consultoras da UNESCO, Fabiana Targino e Andrea Maia. A peça possui a inscrição E.S. e o nº K.40 do coletor escrito em uma etiqueta colada a peça. A peça também pode ser chamada de "xiru", segundo os rezadores todos os cetros devem ser guardadas juntos, na posição de pé. É uma peça que pode ter várias funções: É uma entidade; é o suporte da terra (segura a terra quando muda, mais também pode causar um maremoto). Pode curar uma pessoa, é um amuleto. Quando ele não encontra o seu dono, ele também pode se transformar em outras coisas, pode virar um outro ser, um animal exemplo uma gatinha. Ele é supremo, se transforma em qualquer coisa para se tornar visível. Como também pode trazer doença, por conta de desrespeito de alguma pessoa, ou seja, pode conversar com você de várias formas
Observação sobre o item
As informações e modificações relacionadas a esta peça foi obtida em fevereiro de 2015 com a realização da Oficina de Qualificação com índios da etnia Guarani Kaiowá, integrantes do Projeto de Sonoridades, vinculados ao Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, em parceria com a UNESCO. Participaram da atividade dois rezadores de aldeias distintas, Valério Vera Gonçalves, da Aldeia Panambi, em Douradinho/MS e Atanásio Teixeira, da Aldeia Limão Verde, em Amambai/ MS, além dos pesquisadores Izaque João e Spency Pimentel. Já da equipe do Museu, estiveram presente a chefe do Serviço de Conservação, Maria José N. Sardella e as museólogas, consultoras da UNESCO, Fabiana Targino e Andrea Maia. A peça possui a inscrição E.S. e o nº K.40 do coletor escrito em uma etiqueta colada a peça. A peça também pode ser chamada de "xiru", segundo os rezadores todos os cetros devem ser guardadas juntos, na posição de pé. É uma peça que pode ter várias funções: É uma entidade; é o suporte da terra (segura a terra quando muda, mais também pode causar um maremoto). Pode curar uma pessoa, é um amuleto. Quando ele não encontra o seu dono, ele também pode se transformar em outras coisas, pode virar um outro ser, um animal exemplo uma gatinha. Ele é supremo, se transforma em qualquer coisa para se tornar visível. Como também pode trazer doença, por conta de desrespeito de alguma pessoa, ou seja, pode conversar com você de várias formas