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Cetro
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Metadados
Número do item
6616
Categoria
Nome do item
Cetro
Nome do item de acordo com o dicionário
Coletor
Modo de aquisição
Data de aquisição
09/1955
Ano de aquisição do objeto
Data de confecção do item
1949
Nome étnico do item
"kurusú"
Descrição
Cetro confeccionado com uma base de madeira de pau-santo, em forma de cruz fixado por amarração de fios de algodão
Dimensões
72,5 cm de comprimento; 22,0 cm de largura
Função
Objeto de uso ritual utilizados pelos pajés ou seus auxiliares durantes as rezas
Matéria-prima
Descritor temático
Número de peças
1
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Localização geográfica específica
Peça coletada no Posto Indígena de Fronteira Benjamim Constant, município de Nhu-Verá, 5 Inspetoria Regional - I.R.5
Pais de origem
Referência bibliográfica
MONTEIRO, Maria Elizabeth Brêa; BRASIL, Maria Irene. Listagem dos nomes dos Povos indígenas no Brasil. Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio, 1998.
MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
Disponibilidade do objeto
Qualificação
As informações e modificações relacionadas a esta peça foi obtida em fevereiro de 2015 com a realização da Oficina de Qualificação com índios da etnia Guarani Kaiowá, integrantes do Projeto de Sonoridades, vinculados ao Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, em parceria com a UNESCO. Participaram da atividade dois rezadores de aldeias distintas, Valério Vera Gonçalves, da Aldeia Panambi, em Douradinho/MS e Atanásio Teixeira, da Aldeia Limão Verde, em Amambai/ MS, além dos pesquisadores Izaque João e Spency Pimentel. Já da equipe do Museu, estiveram presente a chefe do Serviço de Conservação, Maria José N. Sardella e as museólogas, consultoras da UNESCO, Fabiana Targino e Andrea Maia. A peça possui a inscrição E.S. e o nº K.39 do coletor escrito em uma etiqueta colada a peça. A peça também pode ser chamada de "xiru", segundo os rezadores todos os cetros devem ser guardadas juntos, na posição de pé. É uma peça que pode ter várias funções: É uma entidade; é o suporte da terra (segura a terra quando muda, mais também pode causar um maremoto). Pode curar uma pessoa, é um amuleto. Quando ele não encontra o seu dono, ele também pode se transformar em outras coisas, pode virar um outro ser, um animal exemplo uma gatinha. Ele é supremo, se transforma em qualquer coisa para se tornar visível. Como também pode trazer doença, por conta de desrespeito de alguma pessoa, ou seja, pode conversar com você de várias formas;
Observação sobre o item
As informações e modificações relacionadas a esta peça foi obtida em fevereiro de 2015 com a realização da Oficina de Qualificação com índios da etnia Guarani Kaiowá, integrantes do Projeto de Sonoridades, vinculados ao Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, em parceria com a UNESCO. Participaram da atividade dois rezadores de aldeias distintas, Valério Vera Gonçalves, da Aldeia Panambi, em Douradinho/MS e Atanásio Teixeira, da Aldeia Limão Verde, em Amambai/ MS, além dos pesquisadores Izaque João e Spency Pimentel. Já da equipe do Museu, estiveram presente a chefe do Serviço de Conservação, Maria José N. Sardella e as museólogas, consultoras da UNESCO, Fabiana Targino e Andrea Maia. A peça possui a inscrição E.S. e o nº K.39 do coletor escrito em uma etiqueta colada a peça. A peça também pode ser chamada de "xiru", segundo os rezadores todos os cetros devem ser guardadas juntos, na posição de pé. É uma peça que pode ter várias funções: É uma entidade; é o suporte da terra (segura a terra quando muda, mais também pode causar um maremoto). Pode curar uma pessoa, é um amuleto. Quando ele não encontra o seu dono, ele também pode se transformar em outras coisas, pode virar um outro ser, um animal exemplo uma gatinha. Ele é supremo, se transforma em qualquer coisa para se tornar visível. Como também pode trazer doença, por conta de desrespeito de alguma pessoa, ou seja, pode conversar com você de várias formas;