Essa técnica tem princípios em comum com a cerâmica — superposição de rolos em es piral —e com a costura e bordado. É produzida pelo envolvimento de um elemento passivo (urdidura) por outro ativo (trama). Distin- guem-se os seguintes grupos: 1) trançado cos turado com falso nó. A trama flexível avança em espiral, envolvendo o feixe que compõe a urdidura. Assim se forma um capeamento que esconde camada por camada o suporte do tran çado. 2) Trançado costurado com ponto de nó. A trama descreve uma figura-de-oito, mas ao dar a volta sobre si mesma, quando introdu zida entre os dois suportes, forma uma série de ligaduras mais ou menos aparentes, segun do se trate de folíolo de textura espessa ou del gada. 3) Trançado costurado com ponto longo. Ao invés de envolver camada por camada, o elemento da trama dá duas voltas sobre a cama da que está enlaçando e, em seguida, uma mais longa, abrangendo esta e a precedente, deixan do espaços abertos entre uma e outra malha. 4) Trançado costurado espacejado. Aqui se pro cede como no caso de trançados costurados com falso nó, exceto que, ao invés de encos tar uma malha na outra, deixa-se um espaço, fazendo coincidir longitudinalmente os pontos executados pela trama e deixando à mostra o rolo que serve de sustentação ao trabalho. (Ver figs. 2, 3,4, 5).'
Fonte: RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988