Descrição da exposição
"No Caminho da Miçanga: Um Mundo Que Se Faz de Contas" reflete sobre os variados sentidos que o exotismo pode assumir, assim como sobre as possíveis relações com o Outro e os seus enfeites. Aponta para a discussão dos conceitos de diversidade e de tolerância.
A exposição aborda o tema 'miçanga', com histórias que falam do comércio e da exploração, do fascínio mútuo entre povos distintos, do encontro e do desencontro de perspectivas entre viajantes e nativos. Para a curadora Els Lagrou, "enquanto o colonizador julgava estar trocando quinquilharias contra preciosas matérias primas, a maioria dos povos nativos desejava muito essas contas, vindas do ultramar. Apesar de fazerem suas próprias contas, às vezes muito parecidas com as estrangeiras, as contas de vidro eram novidades, preciosidades exóticas."
Miçanga é derivada de masanga, palavra de origem africana, que significa "contas de vidro miúdas". Com estas miudezas, povos do mundo inteiro, do Norte ao Sul, do Oriente ao Ocidente, produzem impressionantes obras de arte. Mais do que um objeto ou um conceito, a miçanga é pura relação: sua definição se faz no encontro entre mundos distantes.
Muitos povos diferentes são fascinados por essas continhas de vidro coloridas, desde a Antiguidade até os dias de hoje. O que vem de fora, no pensamento desses povos, tem um valor diferenciado, inspira e faz construir novas relações, novos padrões de beleza e abre novas possibilidades.
A exposição conta com o apoio da UNESCO e do Programa de Pós Graduação em Sociologia e Antropologia - IFCS da UFRJ.