Notas gerais
"Tem como matéria-prima o fio de algodão e é feita por meio da tecelagem no tear de macaco. Para produzir a rede hoje, compra-se o fio já pronto no mercado, que é composto de duas “pernas”. Abre-se o fio utilizando o “meadeiro”, para fazer a meada. Depois de feita a meada, coloca de molho no “grude” ( solução de goma e água) e põe para secar. Quando a meada está seca, coloca no “vira-mundo” e faz-se um novelo grande. Em seguida, faz-se o processo de urdir o pano de rede. Após urdido, começa a tecer usando pequenos novelos ou canelas, que é o movimento de trançado e batido (“tapar”). Depois do pano de rede pronto começa-se o acabamento pelas tranças, ato de perfilar, costurar ( emendar os três panos), fazer o “manu-cabo” e colocar os punhos. E, em seguida, faz-se o “carelo” nos punhos, que é uma parte dura e resistente, onde se colocam as cordas para armar a rede. Depois de prontas, o preço de venda varia conforme o tamanho, o tipo de fio, produtor e a espécie de rede. Lucinete aprendeu a fazer com 16 anos de idade com a irmã dela, Maria Raimunda do Nascimento, e apenas nos anos da década de 1990 que parou com a atividade porque o mercado acabou."