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Colher côncava
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Metadados
Número do item
23.2.44
Tripticos
Nome do item
Colher côncava
Modo de aquisição
Data de aquisição
11/2022
Ano de aquisição do objeto
Nome étnico do item
"pisa"
Descrição
Colher de casca de ouriço-de-castanha em formato côncavo, confeccionada com a casca do ouriço-de-castanha e cabo de madeira não identificada (conhecido pelo povo como "uanhu"). Apresenta na junção do cabo com o crânio amarração de fibra de curauá, e cera de maçaranduba que unem as duas partes.
Dimensões
27,1 cm de comprimento; 8,4 cm de largura
Função
Utensílio utilizado para serviço de alimentos
Matéria-prima
Vegetal > Cera de maçaranduba | Vegetal > Fio de curauá | Vegetal > Madeira não identificada | Vegetal > Ouriço de castanha-do-pará
Técnica de confecção
Descritor temático
Número de peças
1
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Localização geográfica específica
T.I. Zo'é
Pais de origem
Referência bibliográfica
BRAGA, Leonardo. Micropeças sobre gênero e caçada junto aos Zo’é. In: Entre águas bravas e mansas. Índios & Quilombolas de Oriximiná. Comissão Pró-Índio de São Paulo & IEPE, 272-283, 2015.
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CABRAL, Ana Suelly. Uma escrita para a língua Zo'é. 1. ed. Brasília: Laboratório de Línguas Indígenas, 2013. v. 1. 59p .
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MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
PRUDENTE, Hugo. Potuwa Pora Kõ: O que se guarda no potuwa. IEPE/UFPEC-FUNAI: Série Saberes Zo'é. 2019
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RIBEIRO, Fábio. Encontros Zo'é nas Guianas. 2020. 330f. Tese (Doutorado em Antropologia Social) - Universidade de São Paulo, 2020.
Disponibilidade do objeto
História administrativa
A coleção Zo’é recolhida pelo Museu do Índio foi Coordenação Técnica Local de Belém foi constituída majoritariamente durante os primeiros contatos com esses indígenas, no final da década de 1970 e início da década seguinte. Segundo as servidoras Consuelo Sales e Iracilda Silva, servidores e funcionários da FUNAI que atuaram no contato e em momentos posteriores utilizavam como base de apoio a então 4ª SUER/Funai em Belém e, nesse trânsito, deixavam nessa superintendência executiva regional objetos variados que coletavam durante as expedições: plumárias, colares, pulseiras etc. Por iniciativa própria, as servidoras citadas acondicionaram as peças em caixas poliondas e regularmente realizavam a limpeza e conservação desses itens. Em novembro de 2022, esses objetos foram recolhidos na CTL-Belém pelos servidores do Museu do Índio Bruno Aroni, Felipe Lucena, Maurício de Almeida e Sayuri Fujishima, e enviados por transporte terrestre ao museu, tendo chegado no início de 2023 e incorporadas à coleção do Museu do Índio.
Observação sobre o item
O nome étnico foi designado como "pixá" seguindo a informação contida na ficha que acompanhou o objeto. No entanto, foi encontrada na bibliografia utilizada (CABRAL, Ana Suelly. Uma escrita para a língua Zo'é. 1. ed. Brasília: Laboratório de Línguas Indígenas, 2013. v. 1. 59p) outras duas palavras que também designam colher na língua Zo'é: "jiwi" e "tararĩ".