Qualificação
A matéria-prima utilizada é a jacitara, uma planta com aparência de cipó, com folhas espinhosas, que fica nas cabeceiras de igarapés. Este cesto é utilizado para armazenamento de massa de mandioca, e denominado "urutu alto".
Cesto Baniwa: oloda/Nheengatu: urutú confeccionado com dois tipos de arumã, branco (Baniwa: halepana/Nheengatu: warumã murutĩga) e vermelho (Baniwa: poapoa/Nheengatu: warumã pirãga). O trançado da borda chama-se Baniwa: oro ifhi/Nheengatu: tamuatá pírera que significa escama de peixe tipo bodó que vive nas cabeceiras de igarapés. O acabamento da borda é feito de Baniwa: kamaraita/Nheengatu: turí árvore de onde é retirado o talo facilmente do tronco e amarrado com a fibra Baniwa: kumalia/Nheengatu: tukú. A fibra Baniwa: heariwai/Nheengatu: kurawá seria mais apropriada para isso. Ambas passam por processo de fiação na própria perna após retirada, e depois passa a resina breu para ficar mais resistente e impedir que o arumã corte o fio no momento da amarração. O desenho do início do trançado no fundo representa o rabo de peixe Baniwa: kophé ithípi/Nheengatu: pirá ruwaya. O trançado forma o desenho do peixe piranha Baniwa: omaitheda/Nheengatu: pirãya rãga. Na região do contorno do cesto em sua porção central, tem uma faixa de trançado diferenciado, superiormente Baniwa: kethamari/Nheengatu: katamaru que significa um tipo de inseto que aparece no plantio, popularmente conhecido como Maria fedida,
Na parte lateral há 4 camadas de trançados, da borda (bodó), 2a (maria fedida), 3a (joelho do diabo), 4a (novamente bodó).
O cesto é utilizado para armazenar a massa da mandioca durante uma noite para sair o líquido da massa para facilitar a prensa no tipiti.