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Divisória interna de líber
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Metadados
Número do item
8565
Nome do item
Divisória interna de líber
Nome do item de acordo com o dicionário
Ano de aquisição do objeto
Data de confecção do item
1957
Nome étnico do item
"tururi"
Descrição
Divisória interna de líber (é um tecido natural, pano vegetal, uma estopa), composta de um painel de grande dimensão confeccionado com entrecasca de castanheiro, de cor branca, decorada ao centro com desenhos geométricos, ornitomorfos e ictiomorfos tintos na cor marrom, preta e azul
Dimensões
1,98 m de comprimento; 1,80 m de largura
Função
Utensílio utilizado para isolar compartimentos internos na casa e por ocasião do ritual da moça-nova é aproveitado também para tampar o curral onde fica escondida a menina; Serve para o preparo das grandes máscaras, cobertores, tapa-ralos, saquinhos e tudo o mais em que possa substituir o pano que lhes falta
Descritor temático
Número de peças
1
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Pais de origem
Referência bibliográfica
CRULS, Gastão. Hiléia amazônica. Companhia editora nacional, 2ª edição, 1955.
MONTEIRO, Maria Elizabeth Brêa; BRASIL, Maria Irene. Listagem dos nomes dos Povos indígenas no Brasil. Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio, 1998.
MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
História administrativa
Organizado pelo leiloeiro Ernani, o leilão do Museu Simoens da Silva ocorreu entre os dias 15 de julho e 14 de agosto de 1957, na sede do museu, Fundado pelo advogado e sobrinho-neto da Marquesa dos Santos, Antonio Carlos Simoens da Silva (1871 - 1948), o Museu Simoens da Silva funcionou na residência da família localizada na Rua Visconde e Silva 111, bairro de Botafogo, Rio de Janeiro. Seu acervo com aproximadamente 2.075 itens era dividido nas seguintes seções: Ciência, composta por artefatos e espécimes de história natural, de antropologia e de arqueologia; Arte, representada pelas coleções de iconografia, mobiliário, indumentária e arte decorativa; História, conformada por objetos relacionados a figuras e instituições representativos da história nacional, principalmente do período Imperial. Neste conjunto ganham destaque objetos como o quepe de Solano Lopez, o trono de D. Pedro II, mobiliário e indumentária da Marquesa dos Santos, múmias peruanas e pinturas de artistas contemporâneos como Vitor Meirelles, Pedro Américo e Eliseu Visconti. Com a falecimento de Simoens em 1948, o MSS é fechado e seu acervo leiloado quase dez anos depois, sendo o acervo etnográfico arrematado pelo Museu do Índio.
Observação sobre o item
Quase sempre essas guarnições de parede eram vistas nas casas de danças, isto é, nas choças especialmente destinadas às festas, também, pode ser usado como tapete