Colar de miçangas constituído de fieira de miçangas na cor vermelha, de cuja a extensão pendem pingentes formados com fios de miçangas na cor azul ou vermelha, arrematados junto a base com casca de sementes não identificadas. Exibe preso a extensão do colar quatro pingentes maiores, dispostos em intervalos regulares, formados com cânulas de ossos, de animal não identificado, presos ao pares por meio de fios de algodão, sendo três formados com três pares de osso e um formado com um par
Dimensões
57,0 cm de comprimento (medida aproximada por tratar-se de objeto irregular)
MONTEIRO, Maria Elizabeth Brêa; BRASIL, Maria Irene. Listagem dos nomes dos Povos indígenas no Brasil. Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio, 1998. MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006. MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998. RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988. RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
Organizado pelo leiloeiro Ernani, o leilão do Museu Simoens da Silva ocorreu entre os dias 15 de julho e 14 de agosto de 1957, na sede do museu, Fundado pelo advogado e sobrinho-neto da Marquesa dos Santos, Antonio Carlos Simoens da Silva (1871 - 1948), o Museu Simoens da Silva funcionou na residência da família localizada na Rua Visconde e Silva 111, bairro de Botafogo, Rio de Janeiro. Seu acervo com aproximadamente 2.075 itens era dividido nas seguintes seções: Ciência, composta por artefatos e espécimes de história natural, de antropologia e de arqueologia; Arte, representada pelas coleções de iconografia, mobiliário, indumentária e arte decorativa; História, conformada por objetos relacionados a figuras e instituições representativos da história nacional, principalmente do período Imperial. Neste conjunto ganham destaque objetos como o quepe de Solano Lopez, o trono de D. Pedro II, mobiliário e indumentária da Marquesa dos Santos, múmias peruanas e pinturas de artistas contemporâneos como Vitor Meirelles, Pedro Américo e Eliseu Visconti. Com a falecimento de Simoens em 1948, o MSS é fechado e seu acervo leiloado quase dez anos depois, sendo o acervo etnográfico arrematado pelo Museu do Índio.