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Máscara xinguana roda-capuz
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Metadados
Número do item
15.7.2
Tripticos
Categoria
Nome do item
Máscara xinguana roda-capuz
Nome do item de acordo com o dicionário
Modo de aquisição
Data de aquisição
15/06/2015
Ano de aquisição do objeto
Data de confecção do item
2015
Autoria
Daikir Talatalakuma Waurá||Karapotan Waurá
Nome étnico do item
“atujuá”
Descrição
Máscara xinguana roda-capuz constituída de um disco sendo que 3/4 de sua extensão é confeccionado com fibra de buriti, segundo a técnica do trançado enlaçado vertical e o 1/4 restante de tecido de algodão executado segundo as técnicas do contratorcido e do enlace com enodação. Apresenta, junto a base, franja de palha de buriti e, na aparte central do disco, acabamento cônico. Exibe o disco decorado com motivos triangulares na cor vermelha circundado com faixa da mesma cor. Ainda sobre o disco incrustações que fazem referência a olhos constituídos de pedaço de caramujo fixados com cera de abelha. Sobre o tecido incrustação que faz referencia a boca, constituída de mandíbula de piranha fixada por meio de cera preta. Acompanha a máscara coroa trançada (15.7.2a), Faixa frontal emplumada (15.7.2b), suporte de taboca para penas caudais de arara e as respectivas penas (15.7.2c), par de brincos emplumados (15.7.2d), Diadema horizontal (15.7.2e), par de braçadeiras emplumadas (15.7.2f),colar plaquetas retangulares de madrepérola (15.7.2g) e saia franja de palha (15.7.2i). Sustenta o objeto sobre a cabeça do usuário cone de fibra de buriti (15.7.2h)
Dimensões
1.33 metros de diâmetro, 1,87 metros de altura (círculo + franja), 1,09 metros (bastão) - medidas aproximadas por se tratar de objeto irregular
Função
As máscaras são utilizadas em dois pares, sendo: um homem, uma mulher e um casal de filhos; Vestem as máscaras sempre os homens; As mulheres são proibidas de a utilizarem; As máscaras são adornadas com os mesmos adornos utilizados pelos Waurá, ou seja, diademas completos, colares de lascas de caramujo, brincos e braçadeiras emplumadas; As penas que compõem o diadema devem ficar, as de arara na parte central e as de gavião nas laterais, sendo que estas devem estar sempre apontando para fora
Matéria-prima
Mineral > Argila tabatinga | Animal > Concha de madrepérola | Vegetal > Corante vegetal não identificado | Vegetal > Fibra de vegetal não identificado | Vegetal > Fio de buriti | Animal > Pena de arara | Animal > Pena de gavião | Animal > Pena de rei-congo | Animal > Pena de tucano | Vegetal > Taquara
Técnica de confecção
Descritor temático
Descritor comum
Número de peças
11
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Pais de origem
Participação em exposição
Data de retorno das peças
junho 13, 2018
Referência bibliográfica
MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
Disponibilidade do objeto
Qualificação
Em 15 de junho de 2015 chegou ao Museu do Índio um conjunto de 4 (quatro) Máscaras Xinguana Roda-Capuz, oriundas da Aldeia Piyulaga, habitada pelo povo Waurá. As mesmas foram trazidas pelos artesãos, Daikir Talatalakuma Waurá e Karapotan Waurá, que acompanharam o transporte dos objetos da aldeia até o Rio de Janeiro. Na ocasião as máscaras foram montadas na Galeria de Arte do MI, visando orientar a equipe de museólogos da Instituição sobre sua exibição. As informações colhidas na ocasião, pela museóloga Ione Couto, fazem parte da documentação dos objetos
Notas gerais
Em 15 de junho de 2015 chegou ao Museu do Índio um conjunto de 4 (quatro) Máscaras Xinguana Roda-Capuz, oriundas da Aldeia Piyulaga, habitada pelo povo Waurá. As mesmas foram trazidas pelos artesãos, Daikir Talatalakuma Waurá e Karapotan Waurá, que acompanharam o transporte dos objetos da aldeia até o Rio de Janeiro. Na ocasião as máscaras foram montadas na Galeria de Arte do MI, visando orientar a equipe de museólogos da Instituição sobre sua exibição. As informações colhidas na ocasião, pela museóloga Ione Couto, fazem parte da documentação dos objetos
Observação sobre o item
Sobre o mito que deu origem a máscaras os artesãos informaram que "Um dia um Pajé Waurá, em sonho, tratando de um doente, viu o Atujuá e pode representá-lo. O atujuá não era um animal, tratava-se de um ser da natureza. Após esse episódio pode-se fazer um ritual de cura, denominado Ĩyãu Okawokala, somente realizado em casos de doença grave na aldeia, onde os Atujuá comparecem". O ritual onde os Atujuá se apresentam ocorre nos meses de junho e julho||Nome étnico do grafismo:“heguingü” ||Grafismo representado também nas máscaras, nos utensílios e nas cerâmicas||(Informações obtidas através da índia Kussé Kuikuro, em uma visita ao Museu do Índio em 16/09/2014)