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Bilha
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Documento
Anexos
Metadados
Miniatura
Número do item
14.11.94
Tripticos
Categoria
Nome do item
Bilha
Nome do item de acordo com o dicionário
Modo de aquisição
Data de aquisição
16/06/2014
Ano de aquisição do objeto
Data de confecção do item
2014
Autoria
Nazaria Andrade Montenegro Fontes
Nome étnico do item
"tsoloda"
Descrição
Bilha de cerâmica (Camuti), com duas alças e tampa, confeccionado com argila e antiplástico segundo a técnica do acordelado. Argila (dekai), antiplástico, cinzas da casca da árvore kawa, espécie não id., "eewa" (barro amarelo) e "ilimawa" (limão). Apresenta decorada externamente com grafismos geométricos não identificados na cor vermelha ("eewa", barro amarelo) e envernizada com o verniz de resina vegetal de "omaphitako" ;
Dimensões
13,5 cm de diâmetro; 18,5 cm de altura com a tampa; 15,5 cm de altura
Função
Utensílio utilizado para guardar água e mercadoria para venda
Matéria-prima
Mineral > Argila | Mineral > Argila amarela | Vegetal > Cinzas de casca de árvore não identificada
Técnica de confecção
Número de peças
1
Itens relacionados ao objeto
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Localização geográfica específica
Aldeia Ucuqui Cachoeira - rio Uaranã, alto rio Ayari, afluente principal do Içana, Terra Índigena Alto Rio Negro, Amazonas
Pais de origem
Referência bibliográfica
MONTEIRO, Maria Elizabeth Brêa; BRASIL, Maria Irene. Listagem dos nomes dos Povos indígenas no Brasil. Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio, 1998.
MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
Disponibilidade do objeto
Qualificação
Os objetos desta coleção foram confeccionado durante a Oficina de Qualificação do Prodocult Baniwa coordenada pelo pesquisador Thiago Lopes da Costa Oliveira, entre os dias 30 de maio a 20 de junho de 2014. Este projeto refere-se a ações de documentação museológica e qualificação de acervos etnográficos a serem realizadas junto aos Baniwa do alto Rio Negro junto ao subgrupo hohodeni, que habita diversas aldeias na região do rio Aiari, um dos principais afluentes do rio Içana-área de ocupação imemorial dos grupos Arawak desta região. Este projeto beneficia-e#8208;se da experiência de diversas etapas de pesquisa de campo já empreendidas nesta região, desde 2010, na aldeia de Ucuqui-e#8208;Cachoeira e de extensa pesquisa de acervos de objetos etnográficos rionegrinos realizadas nos principais museus etnográficos do país. A peça continha o número 11 na coleção do organizador e possui um círculo com um ponto no centro, no fundo da mesma, na cor vermelha.;As peças foram produzidas por ceramistas do povo Baniwa na Aldeia São Joaquim, localizada no rio Aiari, Terra Indígena Alto Rio Negro. Os desenhos desta peça não foram identificados. O barro usado para confecção das peças, precisa ser de boa qualidade, para resultar uma boa cerâmica. Localização geográfica do barro, Arari-Pira, igarapé Manapiwa. OBS: o aparecimento do tom vermelho, usando o " eewa", barro amarelo. A pintura amarela sobre a peça cinza escura se transformará em uma pintura vermelha sobre uma peça clara.;Com o processo da queima da cerâmica, as peças começam a escurecer e realça a pintura amarela que vai adquirindo um tom mais alaranjado, a cerâmica muda a coloração do cinza para o tom branco ou bege e a pintura também passa do amarelo para o vermelho quase laranja. E com o envernizamento as cores ficam mais escuras/acesas e acontece a transição para o vermelho, enquanto a pintura oxida, a peça desidrata;
Estado de conservação
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