Qualificação
Os objetos desta coleção foram confeccionado durante a Oficina de Qualificação do Prodocult Baniwa coordenada pelo pesquisador Thiago Lopes da Costa Oliveira, entre os dias 30 de maio a 20 de junho de 2014. Este projeto refere-se a ações de documentação museológica e qualificação de acervos etnográficos a serem realizadas junto aos Baniwa do alto Rio Negro junto ao subgrupo hohodeni, que habita diversas aldeias na região do rio Aiari, um dos principais afluentes do rio Içana-área de ocupação imemorial dos grupos Arawak desta região. Este projeto beneficia-e#8208;se da experiência de diversas etapas de pesquisa de campo já empreendidas nesta região, desde 2010, na aldeia de Ucuqui-e#8208;Cachoeira e de extensa pesquisa de acervos de objetos etnográficos rionegrinos realizadas nos principais museus etnográficos do país. A peça possuia o número 44 na coleção do organizador e possui um retangulo no fundo da mesma, na cor vermelha, bem como entre o pedestal e a parte superior possui bolinhas de barro que ao movimentarmos, se entrechocam produzindo som .;As peças foram produzidas por ceramistas do povo Baniwa da Aldeia de São Joaquim e Ucuqui Cachoeira, Uaranã, localizada no rio Aiari, Terra Indígena Alto Rio Negro. Os desenhos desta peça são "tsinotarale" e "manekhexi". O barro usado para confecção das peças, precisa ser de boa qualidade, para resultar uma boa cerâmica. Localização geográfica do barro, Periali. OBS: o aparecimento do tom vermelho, usando o " eewa", barro amarelo. A pintura amarela sobre a peça cinza escura se transformará em uma pintura vermelha sobre uma peça clara.;Com o processo da queima da cerâmica, as peças começam a escurecer e realça a pintura amarela que vai adquirindo um tom mais alaranjado, a cerâmica muda a coloração do cinza para o tom branco ou bege e a pintura também passa do amarelo para o vermelho quase laranja. E com o envernizamento as cores ficam mais escuras/acesas e acontece a transição para o vermelho, enquanto a pintura oxida, a peça desidrata;