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Pote
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Metadados
Número do item
14.11.110
Tripticos
Categoria
Nome do item
Pote
Nome do item de acordo com o dicionário
Modo de aquisição
Data de aquisição
17/06/2014
Ano de aquisição do objeto
Data de confecção do item
2014
Autoria
Laura Brazão da Silva (Hipamalhe)
Nome étnico do item
"omaphiaro"
Descrição
Pote de cerâmica (camuti), bojudo e boca extrovertida contendo dois furos, confeccionado com argila e antiplástico segundo a técnica do acordelado. Argila (dekai), antiplástico, cinzas da casca da árvore kawa, espécie não id., "eewa" (barro amarelo) e "ilimawa" (limão). Apresenta decorado externamente e internamente na região da boca com grafismos geométricos "liatsakana" na cor vermelha ("eewa", barro amarelo) e envernizada com a resina de "maphitako" ;
Dimensões
17,0 cm de diâmetro; 16,0 cm de altura
Função
Utensílio utilizado para o serviço de pescaria (para guardar minhocas) e comercialização
Matéria-prima
Mineral > Argila | Mineral > Argila amarela | Vegetal > Cinzas de casca de árvore não identificada | Vegetal > Resina de vegetal não identificado
Técnica de confecção
Número de peças
1
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Localização geográfica específica
Aldeia São Joaquim, rio Ayari, Terra Índigena Alto Rio Negro, Amazonas
Pais de origem
Referência bibliográfica
MONTEIRO, Maria Elizabeth Brêa; BRASIL, Maria Irene. Listagem dos nomes dos Povos indígenas no Brasil. Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio, 1998.
MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
Disponibilidade do objeto
Qualificação
Os objetos desta coleção foram confeccionado durante a Oficina de Qualificação do Prodocult Baniwa coordenada pelo pesquisador Thiago Lopes da Costa Oliveira, entre os dias 30 de maio a 20 de junho de 2014. Este projeto refere-se a ações de documentação museológica e qualificação de acervos etnográficos a serem realizadas junto aos Baniwa do alto Rio Negro junto ao subgrupo hohodeni, que habita diversas aldeias na região do rio Aiari, um dos principais afluentes do rio Içana-área de ocupação imemorial dos grupos Arawak desta região. Este projeto beneficia-e#8208;se da experiência de diversas etapas de pesquisa de campo já empreendidas nesta região, desde 2010, na aldeia de Ucuqui-e#8208;Cachoeira e de extensa pesquisa de acervos de objetos etnográficos rionegrinos realizadas nos principais museus etnográficos do país. A peça continha o número 84 na coleção do organizador e possui um X no fundo da mesma, na cor vermelha. A peça é também conhecida na localidade como camuti.;As peças foram produzidas por ceramistas do povo Baniwa da Aldeia São Joaquim, localizada no rio Aiari, Terra Indígena Alto Rio Negro. Os desenhos desta peça são identificados "liatsakana". O barro usado para confecção das peças, precisa ser de boa qualidade, para resultar uma boa cerâmica. Localização geográfica do barro, Igarapé "Xibaru". OBS: o aparecimento do tom vermelho, usando o " eewa", barro amarelo. A pintura amarela sobre a peça cinza escura se transformará em uma pintura vermelha sobre uma peça clara.;Com o processo da queima da cerâmica, as peças começam a escurecer e realça a pintura amarela que vai adquirindo um tom mais alaranjado, a cerâmica muda a coloração do cinza para o tom branco ou bege e a pintura também passa do amarelo para o vermelho quase laranja. E com o envernizamento as cores ficam mais escuras/acesas e acontece a transição para o vermelho, enquanto a pintura oxida, a peça desidrata;

