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Bastão maciço de ritmo
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Metadados
Número do item
12.3.72
Tripticos
Nome do item
Bastão maciço de ritmo
Nome do item de acordo com o dicionário
Modo de aquisição
Data de aquisição
03/2012
Ano de aquisição do objeto
Data de confecção do item
2012
Autoria
Martins Zezinho Ikrehotat Krahô
Nome étnico do item
"côpo"
Descrição
Bastão maciço de ritmo, confeccionado com madeira de pau-brasil, entalhada, constituído por haste comprida de madeira, com ponta bifurcada. Exibe adorno próximo à ponta, com invólucro de cordéis de miçangas na cor azul. Possui, ainda, pingentes confeccionado com fios de tucum e enfiadura de contas nas cores amarela, vermelha e preta, arrematadas com endocárpio de sementes perna de tatu, como elementos sonoros (quando o instrumento é percutido contra o solo). Possui extremidade inferior com base afilada
Dimensões
113,5 cm de comprimento;5,0 cm de largura
Função
Instrumento musical usado geralmente por homens, mas também por algumas mulheres, para cantar; Existe um vasto repertório de cânticos específicos ligados ao côpo: nas palavras de José Miguel, o objeto "representa o cantor", assim como o cantor deve "representá-lo"; O "côpo" está ligado aos cantos da manhã (amcro kammenkrer) e da tarde (pytkammenkreer), que ocorrem na casa "wyhty" ("pensão") ou no krincapé (caminho circular); Ainda segundo ele, os cantos do/com copó servem à "animação do trabalho", pois acompanham uma série de atividades: o trabalho da roça, a caçada, a confecção de artesanato, reuniões diversas na casa da wyhty, etc; O Côpo era usado antigamente pelos antigos como arma de guerra, sua extremidade pontiaguda furava os olhos e o nariz dos inimigos; Guerreiros míticos importantes faziam uso do côpo, por exemplo, Puthi e Athorkam; O côpo é geralmente confeccionado pelo avô, que presenteia o neto que deve cuidar e respeitar o objeto; O "Pempcahàc", festa da iniciação dos jovens, é a "Festa do Côpo", quando cada criança é representada por um côpo
Matéria-prima
Vegetal > Fio de tucum | Vegetal > Madeira pau-brasil | Sintético > Miçanga
Técnica de confecção
Número de peças
1
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Localização geográfica específica
Aldeia Pedra Branca
Pais de origem
Referência bibliográfica
MONTEIRO, Maria Elizabeth Brêa; BRASIL, Maria Irene. Listagem dos nomes dos Povos indígenas no Brasil. Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio, 1998.
MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
Disponibilidade do objeto
Notas gerais
As informações etnográficas tais como: nome do artesão, data de confecção,local,matéria-prima,função,nome étnico e padrão,foram obtidas através do Relatório de Qualificação de Coleção Etnográfica para o Projeto de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas- Subprojeto Krahô,em parceria com o Museu do Índio.Equipe técnica responsável pela elaboração: Ana Gabriela Morim de Lima, Caroline Polle, Gérôme Ibri
Observação sobre o item
Os objetos que compõem esta coleção (12.3), são resultado das Oficinas realizadas na Aldeia Pedra Branca, entre os meses de Fevereiro e Março de 2012, cuja atividade desenvolvida foi a confecção de objetos por meio da incorporação de contas de miçangas. Estes foram encomendados, a pedido da curadora Els Lagrou, para compor o módulo da exposição sobre miçangas, intitulada:"No caminho da miçanga- Um mundo que se faz de contas"