Máscara xinguana capuz tecido constituída de uma moldura oval representando peixe (liso de água suja), confeccionado com aro roliço de madeira, que serve de bastidor para tecido de algodão, urdido segundo a técnica do entretecido simples. Apresenta superfície guarnecida com círculos que representam olhos e boca. O conjunto apresenta pintura corporal com motivos característicos do grupo, nas cores branco, de tabatinga, vermelho e preto, de tinta industrializada, exibindo, na parte central figuras de peixe. Possui fixado ao aro de madeira capuz de seda de buriti, tecida segundo a técnica do contratorcido. Acompanha o objeto par de mangas e saia de franjas ambas confeccionadas com palha de buriti, sendo a primeira tecida segundo a técnica do contratorcido
Dimensões
47,0 ; 36,0 cm (moldura oval); 1,14 cm de altura (capuz); 86,0 ; 1,72 cm (saia);49,0 ; 17,0 cm (par de mangas) - medidas aproximadas por tratar-se de objetos irregulares
FUNAI. Polo IV - Aldeia Central Pakuera. Pintura Corporal e Máscaras Sagradas do Povo Kurâ-Bakairi, 2003. MONTEIRO, Maria Elizabeth Brêa; BRASIL, Maria Irene. Listagem dos nomes dos Povos indígenas no Brasil. Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio, 1998. MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006. MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998. RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988. RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
Objeto adquirido pelo Museu do Índio como parte do projeto de valorização da cultura Bakairi, para ser exibida no evento denominado "iakuigâde ritual das máscaras sagradas do povo Bakairi de Mato Grosso"