“Disco de madeira, de aproximadamente 81 cm de diâmetro, colocado na cumeeira da casa de festas Wayâna-Aparai, com pinturas figurativas feitas com tintas minerais: branca, preta, cinzenta, ocre e vermelho-castanho. A representação retrata uma entidade mítica bicéfala, cujas linhas sinuosas lembram as da cobra ou da lagarta. Ê um ente sobrenatural presente na mitologia que “virava as canoas e devorava seus ocupantes” (Velthem 1976:64). A mesma temática — sobrenatural bicéfalo cobra/lagarta — é representada na cestaria, nos adomos de miçangas, peças de cerâmica e na pintura corporal, mediante expressões gráficas distintas (Velthem op. cit.: 12).”. Fonte: RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.