“Como o nome indica, trata-se de uma cruz de madeira cujas varetas são unidas pela sucessão de fios, formando um quadrado. Encontrada por Baldus entre os Tapirapé como um ornamento da casa para prevenir doenças e maus espíritos (Baldus 1970:256). É designada anyrã que significa morcego. Curt Nimuendaju recolheu um objeto semelhante (thread cross) entre os Ramkokamekra-Canela que representaria a “asa do morcego”. Qualifica-o como brinquedo de criança. Baldus (loc. cit.) informa a existência de “cruz de fios” como enfeite de cabeça combinado com outros adornos entre os Kayapó, Karajá e Borôro.”. Fonte: RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.