“Dispositivo mnemônico composto de cordéis enodados. Registrado por Koch Grünberg entre os Taulipáng e outras tribos vizinhas. O autor denomina-o “cordão de memória, cada nó significa um dia” (1982:235 pr. 41 fig. 3). Ladislau Netto refere-se a “cordéis estatísticos” entre os Bafuaná (?) do vale do Amazonas. “Estes cordéis são diferentes entre si, tanto na espessura como na cor e natureza da fibra de que foram confeccionados. Parece que cada uma das classes e talvez das idades desta tribo tem, ao perder membro, o seu cordel peculiar em que o falecimento é registrado por meio de um nô. No entanto, é para supür que não só de obtuário sirvam estas cordas, senão também no cômputo dos nascimentos (Ladislau Netto 1870:275). No Museu Nacional encontram-se quatro'artefatos desse tipo procedentes dos Bafuaná (ns. 5.196 a 5.199, coleção Gonçalves Dias, 1861). Os três primeiros assemelham-se ao cordão estatístico divulgado por Koch-Grünberg (loc. cit.).”. Fonte: RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.