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Formão
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Metadados
Número do item
23.2.40
Tripticos
Nome do item
Formão
Modo de aquisição
Data de aquisição
11/2022
Ano de aquisição do objeto
Nome étnico do item
"kusiwêj"
Descrição
Formão de dente de cotia, com cabo confeccionado de madeira jatobá segundo a técnica do entalhe, e a ponta de dente de cotia. A ponta do formão é atada ao cabo com fio de curauá passado na cera de jatobá, que funciona como uma cola mantendo as partes unidas. Apresenta fio de curauá cru atado a ponta com nó, que se une ao afiador.
Dimensões
14,5 cm de comprimento; 4,0 cm largura
Função
O formão é utilizado para esculpir madeiras, mas principalmente na produção das flechas, usado pelos Zo'é em diferentes momentos, para escavar a haste da flecha, o eixo da pena, ou o encaixe da ponta do arpão. É um dos objetos que são considerados indispensáveis pelos caçadores e são levados dentro dos "kusiwej-riru".
Matéria-prima
Vegetal > Cera de maçaranduba | Animal > Dente de cotia | Vegetal > Fio de curauá | Vegetal > Madeira jatobá
Técnica de confecção
Descritor temático
Número de peças
1
Itens relacionados ao objeto
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Localização geográfica específica
T.I. Zo'é
Pais de origem
Referência bibliográfica
BRAGA, Leonardo. Micropeças sobre gênero e caçada junto aos Zo’é. In: Entre águas bravas e mansas. Índios & Quilombolas de Oriximiná. Comissão Pró-Índio de São Paulo & IEPE, 272-283, 2015.
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CABRAL, Ana Suelly. Uma escrita para a língua Zo'é. 1. ed. Brasília: Laboratório de Línguas Indígenas, 2013. v. 1. 59p .
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MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
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RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RIBEIRO, Fábio. Encontros Zo'é nas Guianas. 2020. 330f. Tese (Doutorado em Antropologia Social) - Universidade de São Paulo, 2020.
Disponibilidade do objeto
História administrativa
A coleção Zo’é recolhida pelo Museu do Índio foi Coordenação Técnica Local de Belém foi constituída majoritariamente durante os primeiros contatos com esses indígenas, no final da década de 1970 e início da década seguinte. Segundo as servidoras Consuelo Sales e Iracilda Silva, servidores e funcionários da FUNAI que atuaram no contato e em momentos posteriores utilizavam como base de apoio a então 4ª SUER/Funai em Belém e, nesse trânsito, deixavam nessa superintendência executiva regional objetos variados que coletavam durante as expedições: plumárias, colares, pulseiras etc. Por iniciativa própria, as servidoras citadas acondicionaram as peças em caixas poliondas e regularmente realizavam a limpeza e conservação desses itens. Em novembro de 2022, esses objetos foram recolhidos na CTL-Belém pelos servidores do Museu do Índio Bruno Aroni, Felipe Lucena, Maurício de Almeida e Sayuri Fujishima, e enviados por transporte terrestre ao museu, tendo chegado no início de 2023 e incorporadas à coleção do Museu do Índio.
Observação sobre o item
A ficha que veio com a peça indicava o nome de "kutaên". No entanto não foi encontrada nenhuma designação para formão na bibliografia consultada. O termo utilizado é "kusiwej", o mesmo que serve para designar o animal cotia.
Estado de conservação
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