-
Caçarola
- Voltar
Metadados
Número do item
13.6.6
Tripticos
Categoria
Nome do item
Caçarola
Nome do item de acordo com o dicionário
Coleção
Modo de aquisição
Data de aquisição
11/11/2013
Ano de aquisição do objeto
Data de confecção do item
2012
Autoria
Rosenir Batista
Descrição
Caçarola de cerâmica com duas alças laterais e tampa com alça, confeccionado com argila cinza segundo a técnica do acordelado, com aplicação de engobe marrom e decorada externamente com pintura na cor branca de engobe branco. De base reta, apresentando tanto na tampa e no bojo decoração com motivos fitomorfos de engobe branco
Dimensões
37,0 cm de comprimento; 27,0 cm de largura; 26,0 cm de altura (com a tampa); 15,0 cm de altura (sem a tampa); tampa: 9,0 cm de altura; 25,0 cm de diâmetro
Função
Utensílio utilizado para: o preparo de alimentos, como elemento decorativo, confeccionado para venda
Matéria-prima
Mineral > Argila | Mineral > Argila branca | Mineral > Argila marrom | Mineral > Argila tauá | Mineral > Argila vermelha
Técnica de confecção
Descritor temático
acordelado | argila | caçarola | cerâmica
Número de peças
1
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Localização geográfica específica
Aldeia Cachoeirinha, Miranda, Mato Grosso do Sul
Pais de origem
Referência bibliográfica
INAGAKI, Eduardo; SÁ, Romulo. Relatório Final Inventário da Cultura Material Terena - CR Campo Grande (MS), 2012.
MONTEIRO, Maria Elizabeth Brêa; BRASIL, Maria Irene. Listagem dos nomes dos Povos indígenas no Brasil. Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio, 1998.
MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RIBEIRO, Darcy. Kadiwéu: ensaios etnológicos sobre o saber, o azar e a beleza. Vozes, Petrópolis, 1980.
RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
Disponibilidade do objeto
Qualificação
A cerâmica da Aldeia Cachoeirinha do grupo Terena é uma das identidades mais marcante na cultura deste povo. A confecção de uma cerâmica começa com o preparo da argila com a mistura de restos de cerâmicas. Molda-se as mesmas manualmente com ajuda de seixos para dar alisamento. Depois é feito o banho com barro vermelho e utiliza-se o seixo para dar o polimento, sendo que cada ceramista tem suas técnicas diferentes uma das outras de acordo com as suas experiências nas suas artes. Uma das técnicas que estas artesãs usam é o banho de cinco vezes com o barro vermelho, deixando secar por uma semana ou mais, realizando o acabamento decorativo com engobe branco e, finalmente, a queima da cerâmica. Atualmente muitas desta cerâmicas são destinadas ao comércio fora das aldeias, ultrapassando seu valor utilitário doméstico e sendo usado como elemento decorativo devido a sua beleza e técnica de confecção aprimorada. A reprodução de animais também se deu na manifestação artística dos artesãos de retratar animais que existiam na sua região, devido a convivência com os animais locais. A tampa do objeto foi danificada durante a viagem do servidor da FUNAI Eduardo Inagaki para o Museu do Índio, sendo enviada ao chegar para o Laboratório de Restauração da Instituição. Esta peça é composta de duas partes: caçarola: Nº13.4.6 e tampa Nº13.4.6a
História administrativa
Essa peça foi doada pelo Srº Eduardo Inagaki, pesquisador Terena quando esteve no Museu do Índio em 11/11/2013
Notas gerais
Este objeto foi adquirido pelos servidores da FUNAI Eduardo Inagaki e Rômulo Cabral de Sá pela quantia de R$ 80,00
Observação sobre o item
A cerâmica da Aldeia Cachoeirinha do grupo Terena é uma das identidades mais marcante na cultura deste povo. A confecção de uma cerâmica começa com o preparo da argila com a mistura de restos de cerâmicas. Molda-se as mesmas manualmente com ajuda de seixos para dar alisamento. Depois é feito o banho com barro vermelho e utiliza-se o seixo para dar o polimento, sendo que cada ceramista tem suas técnicas diferentes uma das outras de acordo com as suas experiências nas suas artes. Uma das técnicas que estas artesãs usam é o banho de cinco vezes com o barro vermelho, deixando secar por uma semana ou mais, realizando o acabamento decorativo com engobe branco e, finalmente, a queima da cerâmica. Atualmente muitas desta cerâmicas são destinadas ao comércio fora das aldeias, ultrapassando seu valor utilitário doméstico e sendo usado como elemento decorativo devido a sua beleza e técnica de confecção aprimorada. A reprodução de animais também se deu na manifestação artística dos artesãos de retratar animais que existiam na sua região, devido a convivência com os animais locais. A tampa do objeto foi danificada durante a viagem do servidor da FUNAI Eduardo Inagaki para o Museu do Índio, sendo enviada ao chegar para o Laboratório de Restauração da Instituição. Esta peça é composta de duas partes: caçarola: Nº13.4.6 e tampa Nº13.4.6a