Qualificação
As informações e modificações relacionadas a esta peça foi obtida em fevereiro de 2015 com a realização da Oficina de Qualificação com índios da etnia Guarani Kaiowá, integrantes do Projeto de Sonoridades, vinculados ao Programa de Documentação de Línguas e Culturas Indígenas, em parceria com a UNESCO. Participaram da atividade dois rezadores de aldeias distintas, Valério Vera Gonçalves, da Aldeia Panambi, em Douradinho/MS e Atanásio Teixeira, da Aldeia Limão Verde, em Amambai/ MS, além dos pesquisadores Izaque João e Spency Pimentel. Já da equipe do Museu, estiveram presente a chefe do Serviço de Conservação, Maria José N. Sardella e as museólogas, consultoras da UNESCO, Fabiana Targino e Andrea Maia. A peça também pode ser chamada de "xiru", segundo os rezadores todos os cetros devem ser guardadas juntos, na posição de pé. É uma peça que pode ter várias funções: É uma entidade; é o suporte da terra (segura a terra quando muda, mais também pode causar um maremoto). Pode curar uma pessoa, é um amuleto. Quando ele não encontra o seu dono, ele também pode se transformar em outras coisas, pode virar um outro ser, um animal exemplo uma gatinha. Ele é supremo, se transforma em qualquer coisa para se tornar visível. Como também pode trazer doença, por conta de desrespeito de alguma pessoa, ou seja, pode conversar com você de várias formas