Descrição da exposição
Mostrar para todo o Brasil o que há no Norte, enfatizando o que há de mais valioso na cultura desta região, refletindo a multiplicidade de seus bens culturais, dentro de um país tão grandioso e diverso, é a proposta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), ao promover a Exposição Patrimônios do Norte. A mostra, no Centro Cultural Paço Imperial, no Rio de Janeiro (RJ), visa promover a sociobiodiversidade amazônica, propondo o reconhecimento da cultura e das tradições nortistas como relevantes componentes para formação da identidade do povo brasileiro.
Formada por sete estados - Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins – a região Norte possui manifestações culturais típicas, como a Arte Kusiwa – Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi, do Amapá, e o Círio de Nazaré, de Belém, que são expressões reconhecias como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Além de ter um grandioso patrimônio natural, suas edificações e sítios arqueológicos ajudam a contar a história do Brasil. Neste contexto, a Exposição Patrimônios do Norte reúne cerca de duzentas fotografias, vídeos e objetos que revelam a riqueza e a beleza dos bens culturais da região.
Os saberes e conhecimentos indígenas, registrados pelo IPHAN como patrimônio imaterial, fazem parte da exposição que pretende destacar as contribuições da região na formação histórica e cultural do Brasil. Os acervos do Museu do Índio ocupam lugar de destaque na mostra, permitindo ao público conhecer o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, a Cachoeira de Iauaretê (lugar sagrado dos povos indígenas dos rios Uaupés e Papuri), a Arte Kusiwa (Pintura Corporal e Arte Gráfica Wajãpi), o Ritual Yaokwa do Povo Indígena Enawene Nawe, e os saberes e práticas associados aos modos de fazer as Ritxòkò (bonecas Karajá, expressão artística e cosmológica do povo Karajá).
A mostra, dividida em segmentos - Expedições científicas e artísticas, bens registrados e tombados pelo Iphan, patrimônio indígena e artistas contemporâneos -, contou com a participação do Museu do Índio, do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular, do Sítio Burle Marx, do Arquivo Noronha Santos, do Instituto Moreira Salles e do Museu de Arte do Rio, e tem a curadoria de Luciana Carvalho, Marcelo Campos e Thiago Oliveira.