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Arco plano-côncavo
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Metadados
Número do item
5678
Categoria
Nome do item
Arco plano-côncavo
Nome do item de acordo com o dicionário
Coleção
Ano de aquisição do objeto
Data de confecção do item
1953
Nome étnico do item
"daruk"
Descrição
Arco plano-côncavo confeccionado com madeira de pau d'arco (Handroanthus impetiginosus) constituída de uma ripa, recurvada por desbastamento e pela ação do calor e desprovida de corda
Dimensões
2,02 m de comprimento; 3,0 cm de largura
Função
Arma de arremesso com a qual se atiram flechas
Matéria-prima
Descritor temático
Número de peças
1
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Pais de origem
Referência bibliográfica
MONTEIRO, Maria Elizabeth Brêa; BRASIL, Maria Irene. Listagem dos nomes dos Povos indígenas no Brasil. Ministério da Justiça, Fundação Nacional do Índio, 1998.
MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
Qualificação
Em Oficina de Qualificação realizada entre 13/12/22 e 15/12/22 com lideranças Munduruku da Aldeia Katõ, a saber: Aldilo Kaba, Lucimar Korap, Amilton Tomé Akai, Reginaldo Poxo e Arnaldo Kaba, destacou-se que as armas Munduruku devem ser sempre usadas em conjunto, formados por arco plano-côncavo, flecha rombuda cruzeta, flecha lanceolada arqueada, flecha encaixe de osso, flecha triangular e flecha espeque. O arco é utilizado desde a infância, e seu tamanho representa a idade do dono. Deve ser confeccionado em madeira de pau d'arco (Handroanthus impetiginosus) colhido na mata e corda de envira. Há registro de outros usos tradicionais do arco, como pararraio e ritualmente pelo pajé para desfazer feitiço. Não pode haver manuseio feminino, podendo causar dores corporais. Em caso de manuseio por mulheres grávidas, há risco de atravessar a criança, contudo pode-se deixá-lo ao sereno e massagear a barriga da grávida com ele para diminuir os incômodos da barriga.