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Cesto bolsiforme
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Documento
Anexos
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Metadados
Miniatura
Número do item
19.1.13
Tripticos
Categoria
Nome do item
Cesto bolsiforme
Nome do item de acordo com o dicionário
Coleção
Doador
Modo de aquisição
Ano de aquisição do objeto
Data de confecção do item
2018
Autoria
João Gilberto
Nome étnico do item
"mini surrão"
Descrição
Cesto bolsiforme confeccionado com palha de palmeira de carnaúba na cor natural, segundo a técnica do sarjado.
Dimensões
29 cm de comprimento; 20cm de largura; 4cm de altura
Função
Objeto utilizado para estocar e transportar alimentos
Matéria-prima
Técnica de confecção
Descritor temático
Descritor comum
Número de peças
1 peça
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Localização geográfica específica
Aldeia Nazaré
Pais de origem
Referência bibliográfica
GOMES, Alexandre. Pesquisa e registro sobre saberes e conhecimentos tradicionais associados à cultura material dos povos Tabajara e Tapuio-Itamaraty de Nazaré (Lagoa de São Francisco, Piauí) – Relatór
MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
Qualificação
"O mini surrão foi feito especialmente para a coleção que está sendo doada para o Museu do Índio. É produzida usando trançado em palha da palmeira da carnaúba. Foi doado por a Dona Maria Rodrigues e Silva, mas foi feito pelo sobrinho dela, João Gilberto. Geralmente, o surrão serve para levar para casa o que se coletou na roça, ou para guardar alimentos, como: rapadura, farinha, legumes etc. O modelo usado para estas atividades é muito maior. O que está sendo doado é um modelo menor, mais fácil para transportar de Nazaré até o Rio de Janeiro. Quando Gilberto fez, ainda morava com a mãe, em Piripiri. Em Nazaré, ele aprendeu sozinho a trabalhar com palha de palmeira de Carnaúba, só olhando as outras peças e reproduzindo-as. Ela conta que: “Gilberto aprendeu sozinho. Ele disse que aprendeu com alguém porque veio alguém fazer […], mas aprendeu sozinho.” Ele aprendeu a fazer este tipo de artesanato com 12 anos; quando estava com 17 anos, produziu este mini surrão, justo antes de mudar para Rio de Janeiro, onde trabalha agora. Gostando muito de fazer estas peças, ele fazia como passatempo, depois doando para as pessoas. O surrão que está sendo doado foi um presente dele para a avó, que decidiu doar para o Museu para que não fique esquecido na casa, com muitas outras coisas. Morando no Rio, não tinha muito recursos, Gilberto parou de produzir peças de artesanato trançado em palha. Afirma que se os parentes conseguissem mandar para ele o material ele poderia recomeçar. Perguntando sobre o significado da peça, emerge uma narrativa de lembranças recíprocas entre gerações. Para Gilberto “é uma arte que a gente aprende e leva ao longo da vida. O meu avô também fazia, o avô paterno… eu acho que é assim, é uma vocação dele.” Para a Avó a quem o surrão foi doado lembra “O meu neto”. OBS: O produtor foi contatado no Rio de Janeiro pela avó por via do aplicativo whatsapp, prestando as informações para os integrantes do Núcleo Gestor que faziam a pesquisa"
Notas gerais
"O mini surrão foi feito especialmente para a coleção que está sendo doada para o Museu do Índio. É produzida usando trançado em palha da palmeira da carnaúba. Foi doado por a Dona Maria Rodrigues e Silva, mas foi feito pelo sobrinho dela, João Gilberto. Geralmente, o surrão serve para levar para casa o que se coletou na roça, ou para guardar alimentos, como: rapadura, farinha, legumes etc. O modelo usado para estas atividades é muito maior. O que está sendo doado é um modelo menor, mais fácil para transportar de Nazaré até o Rio de Janeiro. Quando Gilberto fez, ainda morava com a mãe, em Piripiri. Em Nazaré, ele aprendeu sozinho a trabalhar com palha de palmeira de Carnaúba, só olhando as outras peças e reproduzindo-as. Ela conta que: “Gilberto aprendeu sozinho. Ele disse que aprendeu com alguém porque veio alguém fazer […], mas aprendeu sozinho.” Ele aprendeu a fazer este tipo de artesanato com 12 anos; quando estava com 17 anos, produziu este mini surrão, justo antes de mudar para Rio de Janeiro, onde trabalha agora. Gostando muito de fazer estas peças, ele fazia como passatempo, depois doando para as pessoas. O surrão que está sendo doado foi um presente dele para a avó, que decidiu doar para o Museu para que não fique esquecido na casa, com muitas outras coisas. Morando no Rio, não tinha muito recursos, Gilberto parou de produzir peças de artesanato trançado em palha. Afirma que se os parentes conseguissem mandar para ele o material ele poderia recomeçar. Perguntando sobre o significado da peça, emerge uma narrativa de lembranças recíprocas entre gerações. Para Gilberto “é uma arte que a gente aprende e leva ao longo da vida. O meu avô também fazia, o avô paterno… eu acho que é assim, é uma vocação dele.” Para a Avó a quem o surrão foi doado lembra “O meu neto”. OBS: O produtor foi contatado no Rio de Janeiro pela avó por via do aplicativo whatsapp, prestando as informações para os integrantes do Núcleo Gestor que faziam a pesquisa"

