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Óleo vegetal de coco de babaçu
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Documento
Anexos
Metadados
Miniatura
Número do item
19.1.4
Tripticos
Categoria
Nome do item
Óleo vegetal de coco de babaçu
Coleção
Coletor
Ano de aquisição do objeto
Data de confecção do item
2018
Autoria
Raimunda Nonata da Silva
Descrição
Óleo amarelo claro extraído das sementes de babaçu.
Dimensões
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Função
Para cozinhar e produzir remédios caseiros
Matéria-prima
Descritor temático
Número de peças
1 peça
Responsável pela guarda
Instituição detentora
Povo
Autoidentificação
Língua
Estado de origem
Localização geográfica específica
Aldeia Nazaré
Pais de origem
Referência bibliográfica
GOMES, Alexandre. Pesquisa e registro sobre saberes e conhecimentos tradicionais associados à cultura material dos povos Tabajara e Tapuio-Itamaraty de Nazaré (Lagoa de São Francisco, Piauí) – Relatór
MOTTA, Dilza Fonseca da; OLIVEIRA, L. Tesauro de Cultura Material dos Indios do Brasil. Rio de Janeiro, Funai/Museu do Índio, 2006.
MUSEU DO ÍNDIO. Boletim do Museu do Índio Nº 8/1998.
RIBEIRO, Berta Gleizer. Dicionário do artesanato indígena. Editora da Universidade de São Paulo, 1988.
RICARDO, Carlos Alberto et al. (Ed.). Povos indígenas no Brasil: 1996/2000. Instituto Socioambiental, 2000.
Qualificação
"No início do dia 12 do mês de julho foi feita uma pequena entrevista com a produtora Raimunda Nonata da Silva, que falou sobre o seu produto que iria doar para o Museu do Índio no Rio de Janeiro. A conversa foi iniciada pela fala da mesma explicando o que é o seu produto, dona Nonata foi bastante rica em todo momento. Explicou como ocorreu todo o processo de feitura do Azeite de coco, desde a retirada que é feita de coleta em regiões nas proximidades da comunidade. Ela faz a derruba sozinha com uma pequena vara e um cofo para o armazenamento da matéria-prima. Fizemos algumas perguntas sobre a história do produto como por exemplo: como ? quando? Qual o significado? O porquê? E onde foi feito o produto? Respondendo ela, falou que faz o azeite de coco através do caroço que fica no parte interna do fruto, depois é colocada em uma panela de 18 litros e colocada ao fogo, derretendo todas as vagens até subir o óleo e o bagaço ficar no fundo da panela. Após o todo o processo, ela finaliza armazenando o óleo em garrafas e vendendo-o para pessoas das comunidades e regiões vizinhas. No decorrer da entrevista, dona Nonata falou que desde seus 10 de idade trabalha com o coco babaçu e que a mesma aprendeu com sua mãe quando ainda morava no Maranhão. Conta também que na época o azeite era feito para vender e sustentar a família, embora o mesmo não tivesse tanto valor quanto hoje tem. Hoje ela falou que tem uma grande importância, pois retrata sua vida de adolescente, sempre trabalhando para o sustento. Menciona que o produto tem serventia, tanto para o tempero de comida, como também para fazer remédios caseiros e dentre muitas outras funções. O preço para comercializar é variado, sendo 1 litro por 16 reais, mas pode ser vendido de qualquer quantidade, geralmente ela faz por encomenda. Todo o processo é feito em sua casa e pode ser consumido em qualquer tempo, sem ter data de vencimento do produto. Todo o azeite que é obtido é para a venda, mas sempre fica um pouco para guardar em casa. Ela finaliza dizendo que faz esse tipo de trabalho por que gosta e é o que sempre fez desde suas raizes"
Notas gerais
"No início do dia 12 do mês de julho foi feita uma pequena entrevista com a produtora Raimunda Nonata da Silva, que falou sobre o seu produto que iria doar para o Museu do Índio no Rio de Janeiro. A conversa foi iniciada pela fala da mesma explicando o que é o seu produto, dona Nonata foi bastante rica em todo momento. Explicou como ocorreu todo o processo de feitura do Azeite de coco, desde a retirada que é feita de coleta em regiões nas proximidades da comunidade. Ela faz a derruba sozinha com uma pequena vara e um cofo para o armazenamento da matéria-prima. Fizemos algumas perguntas sobre a história do produto como por exemplo: como ? quando? Qual o significado? O porquê? E onde foi feito o produto? Respondendo ela, falou que faz o azeite de coco através do caroço que fica no parte interna do fruto, depois é colocada em uma panela de 18 litros e colocada ao fogo, derretendo todas as vagens até subir o óleo e o bagaço ficar no fundo da panela. Após o todo o processo, ela finaliza armazenando o óleo em garrafas e vendendo-o para pessoas das comunidades e regiões vizinhas. No decorrer da entrevista, dona Nonata falou que desde seus 10 de idade trabalha com o coco babaçu e que a mesma aprendeu com sua mãe quando ainda morava no Maranhão. Conta também que na época o azeite era feito para vender e sustentar a família, embora o mesmo não tivesse tanto valor quanto hoje tem. Hoje ela falou que tem uma grande importância, pois retrata sua vida de adolescente, sempre trabalhando para o sustento. Menciona que o produto tem serventia, tanto para o tempero de comida, como também para fazer remédios caseiros e dentre muitas outras funções. O preço para comercializar é variado, sendo 1 litro por 16 reais, mas pode ser vendido de qualquer quantidade, geralmente ela faz por encomenda. Todo o processo é feito em sua casa e pode ser consumido em qualquer tempo, sem ter data de vencimento do produto. Todo o azeite que é obtido é para a venda, mas sempre fica um pouco para guardar em casa. Ela finaliza dizendo que faz esse tipo de trabalho por que gosta e é o que sempre fez desde suas raizes"
Observação sobre o item
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